COC – Centro de Oncologia Campinas

Prevenção e conscientização sobre o melanoma e a leucemia estão na pauta de discussões do mês

O mês de junho é referência para duas importantes campanhas de orientação e combate ao câncer: o Junho Preto, instituída para conscientizar sobre o melanoma, e o Junho Laranja, dirigida à informação e prevenção sobre leucemia e anemia. Qualquer que seja o tipo de câncer, a detecção precoce é o melhor caminho para obter resultados mais positivos nos tratamentos, daí a importância de conhecer e cuidar dessas doenças.

Melanoma ou Câncer de Pele

O câncer de pele é o mais frequente no país. Representa 30% de todos os tumores malignos confirmados anualmente no Brasil. Dentre os diferentes tipos da doença, o melanoma é o mais grave, porém, o de menor incidência: responde por apenas 4% dos registros – são cerca de 8,4 mil casos anualmente. O melanoma é mais frequente em pessoas de raça branca do que nas negras e o risco de contrair a doença aumenta com a idade.

“É importante se discutir a prevenção do câncer de pele. Uso de protetores solares com filtro acima de 30 e evitar a exposição entre 10h e 16h são cuidados que devem se somar aos exames preventivos regulares. É imprescindível realizar exame dermatológico completo anualmente”, detalha o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas.

Pessoas de pele clara, sobretudo acima dos 40 anos, e com histórico familiar de câncer de pele precisam de atenção especial, lembra o médico. Há também uma parcela importante formada por profissionais que se expõem mais ao sol. “Carteiros, lixeiros, varredores, garis e agricultores são profissionais que, por força da profissão, enfrentam maior exposição ao sol. Nesses casos, há o risco do desenvolvimento da chamada doença profissional, em razão das tarefas que exercem”, explica.

Leucemia

A leucemia tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. Uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma em uma célula cancerosa.

O oncologista Fernando Medina explica que existem mais de 12 tipos de leucemia, sendo que os quatro primários são leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL). A estimativa de novos casos, segundo dados do Instituto do Câncer, é de 10.810, sendo 5.920 em homens e 4.890 em mulheres. O Atlas da Mortalidade por Câncer aponta 7.370 óbitos, sendo 4.014 homens e 3.356 mulheres.

Dentre os muitos fatores de risco da leucemia, Medina cita o tabagismo, histórico familiar, idade (com exceção da leucemia linfoide aguda, que é mais comum em crianças, todas as outras formas são mais comuns em idosos), e exposição a agrotóxicos.

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