COC – Centro de Oncologia Campinas

A importância da imunização no combate a doenças

O Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, tem como objetivo chamar a atenção para a importância das vacinas, e ganha destaque em um momento no qual a humanidade enfrenta a pandemia de Covid-19.

Manter a vacinação em dia, mesmo na fase adulta, é essencial não só para a saúde individual, mas também para a saúde coletiva, evitando a transmissão de diversos tipos de doenças e infecções. Ao entrarem no organismo, as vacinas fazem com o que o sistema imunológico reaja e produza os anticorpos necessários à defesa contra agentes específicos, o que torna o corpo imune a eles e às doenças que causam.

A existência das vacinas permitiu à humanidade erradicar doenças como varíola, eliminar outras de quase todo o planeta, como a poliomelite, controlar a rubéola e conter o avanço do rotavírus, um dos principais causadores de mortalidade infantil. E, em breve, conseguirá vencer a Covid-19 com uma variedade de vacinas produzidas em nível recorde.

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Contudo, devido a interrupções na entrega e na aceitação dos serviços de imunização, causadas pela pandemia de Covid-19, houve uma queda na aplicação de vacinas em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) precisaram emitir, em 2020, um alerta sobre o risco de novos surtos de doenças nos próximos anos, devido a essa baixa na imunização, especialmente em crianças e adolescentes.

Como surgiram as vacinas?

O termo “vacina” foi utilizado pela primeira vez em 1798, graças a um experimento de Edward Jenner, médico e cientista inglês. O médico buscava entender por que alguns trabalhadores da zona rural não contraíam a varíola e se isso estava relacionado com o fato de já terem tido a varíola bovina, bem menos agressiva ao corpo humano. Então, introduziu o vírus da varíola bovina em um garoto de oito anos e percebeu que o paciente havia ficado imune à varíola humana, criando assim a primeira vacina.

Já em 1881, o cientista francês Louis Pasteur desenvolveu uma segunda geração de vacinas, com o objetivo de combater a cólera aviária e o carbúnculo. A partir de então, as vacinas começaram a ser produzidas em larga escala e se tornaram uma das principais ferramentas para o combate a doenças em todo o mundo.

No Brasil, a primeira vacinação foi instituída em 1804, para o combate da varíola, que era predominante no mundo. Os últimos casos da doença registrados no país datam de 1971. Com o sucesso das ações de imunização, a varíola foi declarada erradicada no ano de 1980 pela OMS.

O Ministério da Saúde reforça que a imunização é extremamente importante para evitar óbitos e sequelas causadas por doenças, como surdez, cegueira, paralisia e problemas neurológicos. O SUS oferece gratuitamente 18 vacinas a crianças e adolescentes, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação brasileiro. Entre elas, a vacina contra o Papilomavírus humano (HPV), causador do câncer de cólo de útero.

Câncer e vacinação

Dos mais de 200 tipos de câncer, um deles pode ser erradicado com a vacinação: o câncer de cólo de útero. Apesar disso, é o terceiro mais frequente na população feminina e a quarta causa de mortes de mulheres por câncer no Brasil. Por ser associado a infecções causadas pelo vírus HPV, o câncer de colo de útero pode ser prevenido principalmente pela vacina, aplicada em meninas e meninos durante a adolescência.

Desde o ano passado (2020), o Ministério da Saúde aderiu à estratégia global da OMS para acelerar a eliminação do câncer de colo do útero.

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