COC – Centro de Oncologia Campinas

Grande maioria das pessoas desconhece os sinais do linfoma

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) realizou uma pesquisa com 1.392 pacientes de todo o país. Os resultados mostram que grande parte dos entrevistados desconhecia os principais sintomas e sinais do Linfoma e demorou para procurar ajuda médica, o que prejudicou o diagnóstico precoce e ameaçou o sucesso do tratamento. A campanha Agosto Verde Claro existe justamente para orientar e conscientizar as pessoas sobre os sinais da doença, a fim de que possam buscar auxílio adequado o quanto antes.

“Febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento, além de crescimento ganglionar, são sinais importantes”, detalha o oncologista Fernando Medina da Cunha, do Centro de Oncologia Campinas, sobre alguns dos sintomas da doença. O Linfoma é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático. “Em um determinado momento, ocorre uma mutação na célula chamada linfócito e ela passa a se multiplicar desordenadamente”, detalha Medina.

Nódulos no pescoço, na região da axila ou virilha são sinais que devem sempre ser observados – e que não necessariamente indicam a existência do linfoma. Na pesquisa realizada pela Abrale, dos 501 pacientes entrevistados, 78% nunca tinham ouvido falar sobre a doença, daí a origem da insignificância atribuída por muitos aos sinais do linfoma.

Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin

Os linfomas, explica Medina, são classificados em dois grupos: de Hodgkin ou não Hodgkin. O primeiro tipo se espalha de maneira mais ordenada, é menos agressivo e tem melhores prognósticos de cura. “O Linfoma de Hodgkin é mais frequente entre adultos jovens, em torno de 20, ou então após os 60 anos de idade”, esclarece o médico. Os homens têm maior pré-disposição a desenvolver o linfoma de Hodgkin do que as mulheres.

Os tumores de sangue apresentam comportamentos e agressividade distintos. “O linfoma não Hodgkin tem evolução e prognóstico diferentes. No Brasil, este ano, a previsão é de 12 mil novos casos de não Hodgkin”, informa Medina. O tratamento básico é feito à base quimioterapia e radioterapia. Por razões ainda desconhecidas, aponta o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

Nos dois tipos de linfoma, estabelecer a gravidade e prognóstico depende do subtipo da doença e da fase de evolução em que é detectada. O linfoma de Hodgkin, na maioria dos casos, é uma doença com boas chances de cura quando tratado de maneira eficiente.

Sinais do Linfoma

Confira os principais sintomas e sinais dos linfomas de Hodkin e não Hodgkin, e suas diferenças:

Linfoma de Hodgkin

  • Aumento dos gânglios linfáticos, com ou sem dor
  • Febre ou calafrios à noite ou durante o dia
  • Suores noturnos intensos, com ou sem febre
  • Fadiga ou perda de energia
  • Desconforto na região do peito
  • Tosse e dificuldade para respirar
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Pele seca e com coceira
  • Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo
  • Aumento do fígado ou do baço

 

Linfoma não Hodgkin

  • Inchaço indolor dos gânglios linfáticos da virilha, axilas e pescoço
  • Febre
  • Suores noturnos intensos, com ou sem febre
  • Náusea e vômitos
  • Tosse ou dificuldade para respirar
  • Perda de peso
  • Cansaço
  • Coceira
  • Dor de cabeça e dificuldade de concentração
  • Dor no pescoço, nos braços ou no abdômen
  • Fraqueza nos braços e/ou nas pernas
  • Confusão mental
  • Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo

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