Educação para uma vida sem cigarro

Educação para uma vida sem cigarro

Tão importante quanto conscientizar as pessoas a abandonar o vício, é impedir que elas comecem a fumar

Em 29 de agosto, no Dia Nacional de Combate ao Fumo, o País se mobiliza para conscientizar sobre um mal responsável por 8 milhões de vidas perdidas anualmente no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). O Centro de Oncologia Campinas (COC) potencializa os princípios da campanha antitabagismo em ações realizadas durante todo o ano, seja tratando, cuidando ou educando. Desenvolve programas para pacientes interessados em abandonar o vício e também projeta um mundo sem tabago por meio de iniciativas educativas voltadas às crianças.

“No Brasil, 428 pessoas morrem diariamente de doenças decorrentes da dependência da nicotina. Tão importante quanto conscientizar as pessoas a abandonar o vício, é impedir que elas comecem a fumar, e isso só é possível com muita informação e orientação aos mais jovens”, esclarece o oncologista Fernando Medina, do Centro de Oncologia Campinas. Durante mais de uma década, o COC se comprometeu com o programa “Vida sem Cigarro”, voltado a alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental das escolas de Campinas. Este ano, em razão da pandemia, o programa não pôde ser desenvolvido, porém, o envolvimento com a causa se mantém.  “Nos programas para adultos fumantes, o índice de sucesso é muito baixo. Por volta de 10% largam definitivamente o vício. Porém, quando esclarecemos os mais jovens sobre os males do cigarro, as chances de sucesso se multiplicam. Impedir que as gerações futuras comecem a fumar se mostra um meio eficiente para combater o vício do cigarro”, detalha Medina.

Este ano, o Centro de Oncologia Campinas dá continuidade ao propósito de combater o vício do cigarro com ações internas, dirigidas a pacientes, funcionários e colaboradores da clínica. “Infelizmente a pandemia não nos permitiu dar sequência ao nosso projeto escolar este ano, mas a conscientização será reforçada com ações internas”, confirma o oncologista.

Dentre as 8 milhões de vítimas que o cigarro fará este ano no mundo, boa parte será em decorrência de tipos variados de câncer. Boca, faringe, laringe, esôfago, pulmão, bexiga e útero são algumas das áreas suscetíveis a cânceres de causas associados ao tabagismo. “A gama de tumores causados pelo hábito de fumar é enorme. No caso do câncer de boca, por exemplo, o paciente fumante fica mais exposto ao surgimento de um novo tumor depois de tratado o tumor inicial. A mucosa da boca fica mais propensa e desenvolver novos tumores”, exemplifica Medina. “O alcatrão tem componente altamente cancerígenos”, acrescenta.

Em 2020, os malefícios do cigarro ainda ganharam novo agravante: o coronavírus. Estudos indicam que fumantes correm mais risco de contraírem a covid-19 e têm prognósticos piores de recuperação em virtude do comprometimento já existente das funções pulmonares. “O comportamento dos fumantes, por si só, já favorece o contágio, por ficarem um tempo sem máscara, levarem o cigarro à boca às vezes sem o devido cuidado. A fumaça que é expelida também pode carregar gotículas de saliva, o que expõe grupos de fumantes”, reforça Medina.

SOBRE O COC

O Centro de Oncologia Campinas dispõe de renomado corpo clínico e eficiente equipe multidisciplinar para oferecer todos os níveis de cuidados aos pacientes. Possui Centro Cirúrgico Ambulatorial, salas de imagens, de quimioterapia e de radioterapia, Unidade de Hemotransfusão e Células-tronco e hospital day.

O Centro de Oncologia Campinas está localizado na Rua Alberto de Salvo, 311, Barão Geraldo, Campinas. O telefone de contato é (19)  3787-3400.

 

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Matéria publicada no Jornal SP de Fato em 26/08/2020